domingo, 3 de julho de 2011

II Congreso Internacional de Escelencia en Trabajo Social 14,15,16, JULIO 2011 LIMA - PERU‏

DIRIGIDO A  PROFESIONALES DE CIENCIAS SOCIALES, ESTUDIANTES Y PUBLICO EN GENERAL

EL PERU PRESENTE EN LA INTERCULTURALIDAD Y GESTION DE LA CALIDAD
 
TU PRESENCIA ES IMPORTANTISIMA EN ESTE MAGNO EVENTO
 
LA COMISION ORGANIZADORA

terça-feira, 21 de junho de 2011

PRESENTACIÓN DEL NUEVO COMITÉ CIENTÍFICO ASESOR DE LA REVISTA Servicios Sociales y Política Social


La revista Servicios Sociales y Política Social cuenta con una nueva estructura en su equipo de trabajo. Con la finalidad de dotar de profesionales de reconocida experiencia tanto del ámbito académico como profesional, se ha formado un nuevo Comité Científico Asesorque avale y asesore a la línea editorial que marca el Comité de Redacción.
Estas nuevas incorporaciones tratan de adaptar la revista a los nuevos tiempos, contando con un amplio Comité Científico Asesor Nacional e Internacional conforme a los criterios de calidad de las revistas científicas, que englobe de la manera más amplia posible todos los ámbitos de la profesión.

Los miembros del Comité Científico Asesor son:
- GUSTAVO GARCÍA HERRERO- Trabajador Social. Jefe de la unidad de Alojamientos Alternativos en el Ayuntamiento de Zaragoza. Miembro del Comité Científico Asesor desde 1996.
- TRINIDAD GREGORI- Coordinadora de movilidad de Trabajo Social. Universidad de Valencia.
- ANA HERNANDEZ ESCOBAR- Trabajadora Social y Directora de Firma Quattro. Trabajo Social S.L.
- AGUSTINA HERVÁS DE LA TORRE- Jefa de Unidad de Trabajo Social sanitario del Hospital Universitario Virgen del Rocío. Sevilla.
- GRAZIELLA JUSTE BALLESTA - Social Worker - OHIM (Office for Harmonization in the Internal Market - Trade Marks and Designs).
- SANTA LÁZARO FERNÁNDEZ- Vicedecana de Ordenación Académica de la Facultad de Ciencias Humanas y Sociales. Universidad Comillas. Madrid.
- MANUEL MARTÍN GARCÍA- Trabajador Social. Coordinador General de Familia, Bienestar Social e Igualdad de Oportunidades del Ayuntamiento de Granada.
- MIGUEL ÁNGEL MARTÍNEZ MURCIA - trabajador social del ámbito de educación.
- MARIA ASUNCIÓN MARTÍNEZ ROMÁN- Profesora de trabajo social. Universidad de Alicante.
- ALICIA MONTALVO FERNÁNDEZ – trabajadora social de la Dirección General de Coordinación de la Atención a la Dependencia. Madrid.
- ENRIQUE PASTOR SELLER- Decano de la Facultad de Trabajo Social de la Universidad de Murcia
- GREGORIO RODRÍGUEZ CABRERO- profesor de la universidad de Alcalá del Departamento: Fundamentos de Economía e Historia económica (área sociología). Madrid.
- EVA MARÍA DEL PINO VILLARUBIA- trabajadora social de la Asociación Mujer S. XXII. Punto de encuentro familiar. Málaga.
- F. XAVIER UCEDA-MAZA- Trabajador Social y Sociólogo. Profesor Trabajo Social. Universidad Pública de Navarra.
- FERNANDO VIDAL- profesor del Departamento de Sociología y Trabajo Social de la Universidad de Comillas, presidente de la Fundación RAIS. Madrid.
- TONI VILÀ MANCEBO- Licenciado en derecho y doctor en pedagogía. Profesor en la Universidad de Girona.
- JOSE MANUEL BARBERO- Sociólogo y trabajador social y doctor en pedagogía. Profesor de la Universidad de Barcelona.
- BEGOÑA GARCÍA ÁLVAREZ- trabajadora social. Socióloga. Trabajadora social en los Servicios Sociales de base de la Diputación de León.
- FRANCISCO LEMUS CARRILLO- Trabajador Social del IRIS. Madrid.

Los miembros internacionales del Comité Científico Asesor:
- LAURA ELIZABETH ACOTTO- Trabajadora social. Vicepresidenta Federación Internacional del Trabajo Social de América Latina y Caribe- período 2004-2010 (Argentina).
- MARIA LUISA IBOR ARRIAGADA - Trabajadora Social Coordinadora del Programa MIA del Área Psicosocial perteneciente a la Gerencia de Salud (Chile).
- DAVID JONES- presidente de la FITS EUROPA desde 2006-2010. Trabajador social. Inspector gubernamental- servicios para niños. Ex Director General de la Asociación Británica. (Reino Unido).
- KLAUS KHÜNE- Psicólogo. Profesor de trabajo social en la universidad de Berna. Delegado de la FITS Europa hasta 2010 (Suiza).
- HENRY PARADA- Profesor de la escuela universitaria de trabajo social de Ryerson  (Canadá).
- CRISTINA MARTINS- trabajadora social, miembro del comité ejecutivo de la FITS (Portugal),
- JOSEFINE JOHANSON- Apoyo de metodología para personal del servicio social, principalmente gente que trabaja con clientes con adicción y problemas psiquiátricos. La comuna de Sundbyberg. Estocolmo (Suecia).

El Consejo General del Trabajo Social se complace en presentar a este amplio Comité Científico Asesor formado por grandes figuras de la profesión, tanto a nivel nacional como internacional, tanto del mundo académico como de la intervención directa. Estamos convencidos que sus aportaciones mejorarán la publicación y su experiencia se revertirá en todas/os los/las lectoras/es de la Revista Servicios Sociales y Política Social.
¡Gracias a todas/os!

domingo, 5 de junho de 2011

Educação e Formação na Casa Pia de Lisboa

Divulgamos esta informação sobre a Educação e Formação na Casa Pia de Lisboa para 2011/2012. Para melhor esclarecimento podem sempre recorrer ao site www.casapia.pt onde se encontra também o boletim de candidatura, on-line.

Segue a reportagem do Jornal i online no âmbito da Semana Aberta.


Estudo “Consolidação e Evolução da Identidade dos Assistentes Sociais em Portugal”

A pedido da responsável, Professora Doutora Maria de Lurdes Fonseca, divulgamos o estudo “Consolidação e Evolução da Identidade dos Assistentes Sociais em Portugal”
 
Link onde está disponível o questionário: https://www.surveymonkey.com/s/AssistentesSociais.

Serviço Social e Modelos de Bem-Estar para a Infância



Serviço Social e Modelos de Bem-Estar para a Infância
Modus Operandi do Assistente Social na Promoção da Protecção à Criança e à Família
de Jorge M. L. Ferreira
Edição/reimpressão: 2011
Editor: Quid Juris
ISBN: 9789727245604

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A Críse Portuguesa Acordo Para O Programa de Assistência Financeira

Acordo para o programa de assistência financeira tem por base o PEV IV 

 
2011-05-03
 
Declaração do Primeiro-Ministro sobre o acordo para o programa de assistência financeira
Gostaria de anunciar aos portugueses que o Governo chegou hoje a acordo com as delegações das instituições internacionais quanto ao programa de assistência financeira a Portugal.
O Governo conseguiu um bom acordo. Este é um acordo que defende Portugal. Naturalmente, não há programas de assistência financeira que não sejam exigentes e que não impliquem muito trabalho. Isso não existe. Os tempos que vivemos continuam em implicar esforços e muito trabalho. Ninguém duvide. Mas conhecendo outros programas de ajuda externa e depois de tantas notícias especulativas publicadas pela imprensa, o meu primeiro dever é tranquilizar os portugueses.
O acordo que o Governo conseguiu:
  • Não mexe no 13.º mês, nem no 14.º mês, nem os substitui por nenhum título de poupança;
  • Não mexe no 13.º mês, nem no 14.º mês dos reformados;
  • Não tem mais cortes nos salários da função pública;
  • Não prevê a redução do salário mínimo;
  • E, ao contrário do que ainda hoje diz um jornal, não corta nas pensões acima dos 600 euros - mas apenas nas pensões mais altas, acima dos 1 500 euros, como se fez este ano nos salários e como estava previsto no PEC. Mais: está expressamente admitido o aumento das pensões mínimas, tal como o Governo sempre pretendeu.
Com este acordo o Governo garante também que:
  • Não terá de haver nenhuma revisão constitucional;
  • Não haverá despedimentos na função pública;
  • Não haverá despedimentos sem justa causa;
  • Não haverá privatização da Caixa Geral de Depósitos;
  • Mantém-se a tendencial gratuitidade do Serviço Nacional de Saúde;
  • Mantém-se a escola pública;
  • E não haverá privatização da segurança social, nem plafonamento das contribuições, nem alterações à idade legal de reforma, graças à reforma da Segurança Social que fizemos em 2007.
As instituições internacionais reconhecem, portanto, que a situação portuguesa está longe de ser como a de outros países e muito longe de ser como alguns internamente a pretenderam descrever.
Não posso entrar, ainda, em muitos detalhes sob o conteúdo do programa – segue-se ainda a consulta final aos partidos políticos -  mas, em acordo com a Troika, posso adiantar cinco informações:
Primeiro, as medidas previstas são essencialmente as do PEC IV. É certo que nalguns casos com maior aprofundamento, com maior detalhe das medidas para 2012 e 2013, algumas – poucas – medidas novas e ainda uma série de procedimentos de análise e monitorização que são habituais neste tipo de programas.
Segundo, este é um programa para três anos que define metas para uma redução mais gradual do défice: 5,9% do PIB este ano, 4,5% em 2012 e 3% em 2013;
Terceiro, a fixação de uma meta orçamental de valor superior para este ano resulta, exclusivamente, das alterações no perímetro orçamental recentemente adoptadas pelas autoridades estatísticas e dos efeitos negativos que a rejeição do PEC, a crise política e o próprio pedido de ajuda externa terão no crescimento da nossa economia;
Quarto, não são necessárias mais medidas orçamentais para 2011. Repito: não são necessárias mais medidas orçamentais para 2011. São suficientes as medidas previstas no Orçamento e as anunciadas no âmbito do PEC IV;
Quinto, as medidas para o mercado de trabalho baseiam-se, essencialmente, no Acordo Tripartido que celebrámos em Março com os parceiros sociais, com alguns desenvolvimentos sobretudo em áreas já sinalizadas no próprio Acordo e sempre de modo a preservar integralmente o equilíbrio nas relações laborais.
Com este acordo, o País obtém pela segunda vez - agora em termos diferentes – o apoio e a confiança das instituições internacionais, e de novo com base, no essencial, no programa de orientações e medidas que o Governo apresentou em Março.
Segue-se, como referi, o procedimento de consulta dos partidos da oposição. O que certamente o País espera é que, desta vez, prevaleça o sentido das responsabilidades e do superior interesse nacional.
O Governo manteve ao longo deste processo os deveres de reserva e o sentido institucional que a situação impunha. Estabelecemos, para isso, um sistema de informação e acompanhamento com os partidos da oposição e o Senhor Presidente da República, a quem transmiti hoje mesmo os termos da proposta de acordo.
Quero prestar reconhecimento ao excelente trabalho desenvolvido nestas negociações pelo senhor Ministro de Estado e das Finanças e por todos os membros do Governo e técnicos portugueses envolvidos no processo.
Dirijo, finalmente, aos portugueses uma palavra de confiança. Nenhuma Nação vence sem confiança em si própria. Esse sentimento de confiança deve prevalecer sobre o negativismo e sobre o pessimismo, atitudes que só conduzem à descrença, à paralisia e à desistência do futuro. Pela minha parte, o que tenho a dizer aos portugueses é isto: nós vamos vencer esta crise.

in http://www.portugal.gov.pt/pt/GC18/PrimeiroMinistro/Intervencoes/Pages/20110503_PM_Int_Acordo_Troika.aspx 

quarta-feira, 30 de março de 2011

A Crise e o Debate na Sociedade Portuguesa Contributos de Boaventura de Sousa Santos

A ditamole

Se nada fizermos para corrigir o curso das coisas, Portugal estará entrando em breve num outro período de ditadura civil, desta vez internacionalista e despersonalizada, conduzida por uma entidade abstrata chamada “mercado”. Para evitar isso os cidadãos terão de dizer basta ao fascismo difuso instalado nas suas vidas e reaprender a defender a democracia e a solidariedade.

Boaventura de Sousa Santos



Se nada fizermos para corrigir o curso das coisas, dentro de alguns anos se dirá que a sociedade portuguesa viveu, entre o final do século XX e começo do século XXI, um luminoso mas breve interregno democrático. Durou menos de quarenta anos, entre 1974 e 2010. Nos quarenta e oito anos que precederam a revolução de 25 de Abril de 1974, viveu sob uma ditadura civil nacionalista, personalizada na figura de Oliveira Salazar. A partir de 2010, entrou num outro período de ditadura civil, desta vez internacionalista e despersonalizada, conduzida por uma entidade abstrata chamada “mercado”. As duas ditaduras começaram por razões financeiras e depois criaram as suas próprias razões para se manterem. Ambas conduziram ao empobrecimento do povo português, que deixaram na cauda dos povos europeus. Mas enquanto a primeira eliminou o jogo democrático, destruiu as liberdades e instaurou um regime de fascismo político, a segunda manteve o jogo democrático mas reduziu ao mínimo as opções ideológicas, manteve as liberdades mas destruiu as possibilidades de serem efetivamente exercidas e instaurou um regime de democracia política combinado com fascismo social. Por esta razão, a segunda ditadura pode ser designada como ditamole.



Os sinais mais preocupantes da atual conjuntura são os seguintes. Primeiro, está a aumentar a desigualdade social numa sociedade que é já a mais desigual da Europa. Entre 2006 e 2009 aumentou em 38,5% o número de trabalhadores por conta de outrem abrangidos pelo salário mínimo (450 euros): são agora 804.000, isto é, cerca de 15% da população ativa; em 2008, um pequeno grupo de cidadãos ricos (4051 agregados fiscais) tinham um rendimento semelhante ao de um vastíssimo número de cidadãos pobres (634.836 agregados fiscais). Se é verdade que as democracias européias valem o que valem as suas classes médias, a democracia portuguesa pode estar cometendo suicídio.



Segundo, o Estado social, que permite corrigir em parte os efeitos sociais da desigualdade, é em Portugal muito débil e mesmo assim está sob ataque cerrado. A opinião pública portuguesa está sendo intoxicada por comentaristas políticos e econômicos conservadores – dominam os meios de comunicação como em nenhum outro país europeu – para quem o Estado social se reduz a impostos: os seus filhos são educados em colégios privados, têm bons seguros de saúde, sentir-se-iam em perigo de vida se tivessem que recorrer “à choldra dos hospitais públicos”, não usam transportes públicos, auferem chorudos salários ou acumulam chorudas pensões. O Estado social deve ser abatido. Com um sadismo revoltante e um monolitismo ensurdecedor, vão insultando os portugueses empobrecidos com as ladainhas liberais de que vivem acima das suas posses e que a festa acabou. Como se aspirar a uma vida digna e decente e comer três refeições mediterrânicas por dia fosse um luxo repreensível.



Terceiro, Portugal transformou-se numa pequena ilha de luxo para especuladores internacionais. Fazem outro sentido os atuais juros da dívida soberana num país do euro e membro da UE? Onde está o princípio da coesão do projeto europeu? Para gáudio dos trauliteiros da desgraça nacional, o FMI já está cá dentro e em breve, quando do PEC 4 ou 5, anunciará o que os governantes não querem anunciar: que este projeto europeu acabou.



Inverter este curso é difícil mas possível. Muito terá de ser feito em nível europeu e a médio prazo. A curto prazo, os cidadãos terão de dizer basta! Ao fascismo difuso instalado nas suas vidas e reaprender a defender a democracia e a solidariedade tanto nas ruas como nos parlamentos. A greve geral será tanto mais eficaz quanto mais gente vier para a rua manifestar o seu protesto. O crescimento ambientalmente sustentável, a promoção do emprego, o investimento público, a justiça fiscal, a defesa do Estado social terão de voltar ao vocabulário político através de entendimentos eficazes entre o Bloco de Esquerda, o PCP e os socialistas que apoiam convictamente o projeto alternativo de Manuel Alegre.


Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).


in http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4842